sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sensibilidade...

Começarei esse texto com o seguinte provérbio chinês:

 •"Por causa do ferreiro, perdeu-se o prego; por causa do prego, perdeu-se a ferradura; por causa da ferradura, perdeu-se o cavalo; por causa do cavalo, perdeu-se o mensageiro; por causa do mensageiro, perdeu-se a carta; por causa da carta, perdeu-se a guerra."


Sensibilidade.
Talvez essa seja uma palavra um tanto ofensiva para algumas pessoas, para outras, apenas palavra. Por exemplo, para as mulheres essa palavra sempre esteve atrelada a outra, "sensível diferença". Essa pequena diferença a que se referia o antigo comercial de TV fazia e ainda faz uma imensa alteração nos resultados finais esperados. Digo isso, pois acredito que realmente uma leve, muito leve  sensibilidade possa fazer toda diferença. E quando me refiro à sensibilidade quero dizer no sentido de perceber a necessidade daquilo que está em sua volta. Talvez o fabricante do absorvente “sensível” nem se quer seja  mulher, porém, atento as necessidades dos outros ele o criou. E então, do que eu reclamo? Bem, creio que se tivesse que falar realmente o que penso seria um tanto complicado, mesmo assim, utilizando da brecha que tenho vou ser bem sutil nas palavras. São nas horas que mais pensamos em nós que devemos pensar no próximo, não que não devemos pensar em nós, porém, constantemente é necessário que abramos vias para que o outro se encontre. Saber o que é melhor e importante para nós é fácil, o difícil é enxergar a necessidade além dos limites do nosso bem estar. Sei que com minhas palavras posso parecer à perfeição em pessoa, antes que alguém pense nisso eu adianto, não sou! Porém, procuro estar sempre atento as pequenas coisas, as coisas que podem ferir o próximo e geralmente quando não recebo o que dou tenho profunda dificuldade em aceitar a pouca atenção alheia, pois sinto que se eu posso atentar-me os outros também são capazes. Vejo a falta de sensibilidade como um profundo egoísmo do ser humano, pois aquele que não consegue perceber o que o outro precisa simplesmente só consegue olhar seu próprio umbigo. É esse egoísmo do ser humano, é esse comodismo, é essa conveniência humana, que tornam possíveis que a cada dia eu me esqueça que também sou humano. Olhe sempre para além da sua janela...



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