É desastroso o sentido que damos a “confiança”. Afinal, em que confiar? Ou em quem confiar?
Como é difícil cegar os nossos olhos outra vez. Dedicamo-nos a construir uma determinada confiança no próximo, trabalhamos duro todos os dias numa jornada incansável para no final poder dizer: Confio nisso.
Mas difícil é perceber que às vezes se levam anos para podermos confiar em algo e apenas segundos para deixarmos de confiar.
E nisso, vemos que toda nossa entrega e dedicação foram vistos com desdém, que toda nossa devoção a edificação da dita confiança esteve o tempo todo sustentada por uma estrutura arenosa.
Em uma rápida avaliação, me sinto muito feliz quando descubro que algo não é confiável, pois, posso afirmar que não vivo mais em uma enganação do que seria se eu ainda confiasse.
Não escolhemos em quem confiar, e se enganam os que pensam que escolhem de livre e espontânea vontade, existem muito mais do que o desejo que algo ou alguém seja confiável, vai muito além de um laço familiar ou de uma relação cotidiana. Construímos através de nossa percepção o imaginário da pessoa da nossa confiança, depois disso feito, apenas moldamos os outros e, aqueles que se enquadrarem em nossos padrões são os escolhidos para participarem de um ciclo comum. Dependendo de quem e do que, esses padrões poderão ser mais ou menos rigorosos, mesmo assim existirão. Daí, partimos para o segundo momento, que são quantas vezes podemos levar a prova a confiança disso ou daquilo.
Muitos terão ainda mais teorias de como se forma a confiança, mas todos estarão de acordo que ela se quebra com a primeira falha, aqueles que confiam pela segunda vez podem se arrepender duramente de suas escolhas.
Em tudo isso posso dizer que me decepciono todos os dias com os seres humanos. Estou cansado de certas coisas. Quanto mais passa o tempo me torno um pouco menos humano, e isso é a melhor coisa que posso fazer por mim. Fortalecer-me no meu mundo. Me isolar de tudo que é mal.
A falsidade não deve ser encorajada, a mentira e enganação são abomináveis.
São males que precisam ser combatidos com a mesma força e intensidade que eles depositam para cometer seus atos maldosos... Sinto desprezo por tudo isso.

Cuidado com generalizações! Existem pessoas confiáveis! Embora sejamos, em maioria, metamorfoses ambulantes.
ResponderExcluirUm dos meus erros, e talvez este seja seu também, é valorizar em excesso a reciprocidade, esta não devia ser uma necessidade.
Acredito que escolhemos sim em quem confiarmos, a própria construção de uma personalidade imagética é prova de que escolhemos alguém e por mais que esta pessoa não seja bem o que vemos, por termos escolhido, a moldamos. Isso não significa que está conosco somente aqueles em quem depositamos confiança. Estou cercada de gente que não confio, gente que me chama de amiga até. Existem pessoas que permanecem em nossas vidas bem mais do que desejamos.
Como amiga, aconselho a tolerância e a compreensão, ainda que eu concorde e desejo que vc realmente se afaste de tudo o que julga mau.
Pense nisto:
"Quando vc julga os outros, vc não os define, vc define a si mesmo." Wayne Dyer
Em momento algum eu generalizei!!! Me refiro a casos a parte. É claro que não confio em 95% das pessoas que conheço, mas isso não significa 100%. Lamento porque todos os dias tem diminuido o grau de confiança nas pessoas. Às vezes são pessoas que estão próximas, muito próximas que produzem o maior dano...Tenho algumas pessoas na minha vida que merecem e muito o ato da confiança, até que me provem o contrário...
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